AVABRUM visita Mina de Fábrica e alerta para falhas que persistem após tragédia-crime de Brumadinho 23 de fevereiro de 2026
Associação esteve no local com a Defesa Civil Estadual para cobrar responsabilização da Vale e mais transparência na comunicação de ocorrências
A Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (AVABRUM) participou, nesta quinta-feira (19/2), de uma visita à Mina de Fábrica, operação da Vale localizada na região entre Congonhas e Ouro Preto. A presença da associação teve como objetivo cobrar explicações e trazer à tona preocupações relacionadas aos rompimentos registrados nas minas de Fábrica e de Viga, ocorridos em 25 de janeiro, data que marcou os sete anos da tragédia-crime de Brumadinho.
Participaram da agenda a presidenta da AVABRUM, Nayara Porto, a vice-presidenta Maria Regina Silva, e as diretoras Iracema de Oliveira e Jacira Francisca. Pela Defesa Civil Estadual, esteve presente o coronel Paulo Resende, acompanhado de sua equipe técnica. A mineradora foi representada pelo vice-presidente executivo técnico, Rafael Bittar, junto a profissionais das áreas operacional e geotécnica. As equipes realizaram sobrevoo sobre os pontos afetados para observação direta das áreas onde ocorreram os vazamentos.
Durante o encontro, técnicos da empresa apresentaram sua versão sobre os episódios, atribuindo os acontecimentos à combinação entre chuvas intensas e falhas operacionais relacionadas ao sistema de drenagem. A AVABRUM destacou que as explicações técnicas não afastam a necessidade de responsabilização nem reduzem a gravidade do ocorrido, sobretudo por se tratar de eventos registrados após Brumadinho. Para a vice-presidenta Maria Regina Silva, o mais importante é garantir transparência diante das famílias. “Esse novo rompimento nos mostra que a segurança ainda é deficiente nas operações da Vale e isso precisa mudar”, afirmou.
No caso da Mina de Viga, a empresa também relacionou o episódio a um volume concentrado de chuvas, argumento recebido com preocupação pelas representantes da Associação, que alertaram para o risco de fatores naturais serem utilizados como justificativa recorrente para falhas operacionais. A diretora Jacira Francisca reforçou a necessidade de respostas rápidas e comunicação direta. “A gente sabe que existe risco, mas precisa ter resposta rápida e informação direta”, disse.
Ao longo da reunião, o vice-presidente Rafael Bittar afirmou que a empresa busca mudanças internas para evitar novos episódios e reconheceu a necessidade de aprimorar práticas e relações institucionais. “A gente precisa ter sensibilidade e humanização, e ter essa escuta. Esse é o nosso compromisso”, declarou. Ele também afirmou que a companhia pretende ampliar o diálogo com a Associação.
Representando a Defesa Civil Estadual, o coronel Paulo Resende destacou a importância da fiscalização permanente e da atuação preventiva diante de riscos relacionados à mineração. “O mínimo sinal de risco precisa levar à ação imediata. Quanto vale uma vida? Não tem comparação”, afirmou. Segundo ele, transparência e acompanhamento constante são essenciais para evitar novos episódios. “A ausência de informação gera especulação. Transparência é fundamental para evitar novos erros”, destacou.
Durante as falas, a AVABRUM reforçou que sua presença não representa validação das explicações apresentadas pela empresa, mas sim acompanhamento rigoroso das operações e cobrança por mudanças efetivas. A diretora Iracema de Oliveira destacou que o diálogo precisa resultar em transformação concreta. “Não adianta só ouvir; é preciso que aconteçam mudanças reais”, disse. A Associação também defendeu maior atenção dos órgãos fiscalizadores e reforço nas ações de prevenção, diante da percepção de que as ocorrências continuam acontecendo mesmo após a tragédia-crime.
Como encaminhamento, a AVABRUM afirmou que seguirá acompanhando de perto as operações minerárias, cobrando comunicação direta sobre incidentes, maior transparência e atuação preventiva das autoridades competentes. A entidade reiterou que continuará vigilante para que episódios semelhantes não se repitam.
No encerramento do encontro, a presidenta da AVABRUM, Nayara Porto, reforçou o posicionamento da Associação. “Nós não somos contra a mineração. Nós queremos uma mineração que não mate mais”, afirmou. Ela também reforçou que a presença da entidade nos territórios com atividade minerária tem como objetivo garantir memória, fiscalização social e defesa permanente da vida.
Sobre o Projeto Legado de Brumadinho:
A AVABRUM – Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão, em parceria com a CAUSAR, tem o Projeto Legado de Brumadinho como suporte de ações institucionais e na construção da memória (para que nunca mais aconteça). O Legado de Brumadinho integra os projetos do Comitê Gestor DMC (Dano Moral Coletivo).
Associação esteve no local com a Defesa Civil Estadual para cobrar responsabilização da Vale e mais transparência na comunicação de ocorrências
A Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (AVABRUM) participou, nesta quinta-feira (19/2), de uma visita à Mina de Fábrica, operação da Vale localizada na região entre Congonhas e Ouro Preto. A presença da associação teve como objetivo cobrar explicações e trazer à tona preocupações relacionadas aos rompimentos registrados nas minas de Fábrica e de Viga, ocorridos em 25 de janeiro, data que marcou os sete anos da tragédia-crime de Brumadinho.
Participaram da agenda a presidenta da AVABRUM, Nayara Porto, a vice-presidenta Maria Regina Silva, e as diretoras Iracema de Oliveira e Jacira Francisca. Pela Defesa Civil Estadual, esteve presente o coronel Paulo Resende, acompanhado de sua equipe técnica. A mineradora foi representada pelo vice-presidente executivo técnico, Rafael Bittar, junto a profissionais das áreas operacional e geotécnica. As equipes realizaram sobrevoo sobre os pontos afetados para observação direta das áreas onde ocorreram os vazamentos.
Durante o encontro, técnicos da empresa apresentaram sua versão sobre os episódios, atribuindo os acontecimentos à combinação entre chuvas intensas e falhas operacionais relacionadas ao sistema de drenagem. A AVABRUM destacou que as explicações técnicas não afastam a necessidade de responsabilização nem reduzem a gravidade do ocorrido, sobretudo por se tratar de eventos registrados após Brumadinho. Para a vice-presidenta Maria Regina Silva, o mais importante é garantir transparência diante das famílias. “Esse novo rompimento nos mostra que a segurança ainda é deficiente nas operações da Vale e isso precisa mudar”, afirmou.
No caso da Mina de Viga, a empresa também relacionou o episódio a um volume concentrado de chuvas, argumento recebido com preocupação pelas representantes da Associação, que alertaram para o risco de fatores naturais serem utilizados como justificativa recorrente para falhas operacionais. A diretora Jacira Francisca reforçou a necessidade de respostas rápidas e comunicação direta. “A gente sabe que existe risco, mas precisa ter resposta rápida e informação direta”, disse.
Ao longo da reunião, o vice-presidente Rafael Bittar afirmou que a empresa busca mudanças internas para evitar novos episódios e reconheceu a necessidade de aprimorar práticas e relações institucionais. “A gente precisa ter sensibilidade e humanização, e ter essa escuta. Esse é o nosso compromisso”, declarou. Ele também afirmou que a companhia pretende ampliar o diálogo com a Associação.
Representando a Defesa Civil Estadual, o coronel Paulo Resende destacou a importância da fiscalização permanente e da atuação preventiva diante de riscos relacionados à mineração. “O mínimo sinal de risco precisa levar à ação imediata. Quanto vale uma vida? Não tem comparação”, afirmou. Segundo ele, transparência e acompanhamento constante são essenciais para evitar novos episódios. “A ausência de informação gera especulação. Transparência é fundamental para evitar novos erros”, destacou.
Durante as falas, a AVABRUM reforçou que sua presença não representa validação das explicações apresentadas pela empresa, mas sim acompanhamento rigoroso das operações e cobrança por mudanças efetivas. A diretora Iracema de Oliveira destacou que o diálogo precisa resultar em transformação concreta. “Não adianta só ouvir; é preciso que aconteçam mudanças reais”, disse. A Associação também defendeu maior atenção dos órgãos fiscalizadores e reforço nas ações de prevenção, diante da percepção de que as ocorrências continuam acontecendo mesmo após a tragédia-crime.
Como encaminhamento, a AVABRUM afirmou que seguirá acompanhando de perto as operações minerárias, cobrando comunicação direta sobre incidentes, maior transparência e atuação preventiva das autoridades competentes. A entidade reiterou que continuará vigilante para que episódios semelhantes não se repitam.
No encerramento do encontro, a presidenta da AVABRUM, Nayara Porto, reforçou o posicionamento da Associação. “Nós não somos contra a mineração. Nós queremos uma mineração que não mate mais”, afirmou. Ela também reforçou que a presença da entidade nos territórios com atividade minerária tem como objetivo garantir memória, fiscalização social e defesa permanente da vida.
Sobre o Projeto Legado de Brumadinho:
A AVABRUM – Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão, em parceria com a CAUSAR, tem o Projeto Legado de Brumadinho como suporte de ações institucionais e na construção da memória (para que nunca mais aconteça). O Legado de Brumadinho integra os projetos do Comitê Gestor DMC (Dano Moral Coletivo).
Dia 7 vai ter concerto com Marcus Viana, autor da trilha do Pantanal, e debate com Padre Júlio, Marina Siva e Daniela Arbex
Leia +São Paulo é o líder, com 35% das ocorrências, seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
Leia +O rompimento da barragem que matou 272 pessoas em 2019, é considerado o maior Acidente de Trabalho do Brasil
Leia +